quinta-feira, 27 de maio de 2010

REFLITA

Ontem, pela manhã, estava no ônibus cheio (comum em SP) sentido Metrô Vila Mariana. Estava em pé na parte frontal do ônibus, antes da catraca. Na cadeira lateral para deficientes, estava um senhor baixinho. À frente dele, sentada num espaço sem banco, estava uma moça loira.
Passados alguns minutos, entrou um senhor alto, que ficou em pé do meu lado. Quando a loira o viu, pediu de forma "autoritária" que aquele senhor baixinho desse lugar ao sr. alto, pois ele tinha deficiência nas mãos. O Sr. baixinho respondeu: "Vc já viu a minha carteirinha de deficiente?"
A moça achou aquilo uma grosseria, e além de reclamar, foi pedir à cobradora que tirasse alguém dos assuntos reservados para o Sr. sentar. No que ela respondeu: "Não posso fazer isso... é um direito do senhor, mas ele é quem tem que pedir. O Sr. quer isso?" O Sr. muito sem graça, respondeu que não. "Deixa quieto."

Agora pergunto:
O que aquela moça tem a ver com isso?
Claro, temos que exigir o que é de nosso direito, mas da forma correta. E, sem a minha manifestação, acredito que nem meu pai possa exigir dos outros, algo que seja pra mim. Uma vez que: posso falar, posso andar, ouço bem, falo normalmente... (como era o caso do senhor alto que entrou no ônibus sozinho...). Se a pessoa não tem condições, aí a ituação é diferente.
Nos transportes públicos, aqueles amarrotados que vão para o bairro em horário de pico, já presenciei atos de total ignorância e estupidez com grávidas e idosos principalmente. Uns se calam, outros fingem que nem estão ali. Os trabalhadores (cobrador e motorista), na maioria das vezes, tentam resolver a situação de forma amigável. Mas eles não podem exigir a educação de dezenas de pessoas, correndo o risco de tomarem um tiro e ainda presenciarem a impunidade nacional.
'Isso é uma vergonha" e os cobradores e motoristas não são pagos para educarem seus passageiros!
Essa é minha opinião. REFLITA!

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